Há coração retalhado de sofrimento,
Padeço cada tempo na recordação,
Caíste no calabouço do isolamento,
Na ânsia constante por libertação.
Mas condena-te a ti mesmo a sofrer,
transferindo a mim uma dor irregular,
Pusilâmine, estéril só pensa em morrer,
Aos brados pulsa de forma tremular.
Abdica das vontades com egoísmo,
Covarde em vivenda de arcadismo,
Porque não hostiliza o pessimismo?
Declare guerra a quem finge te amar,
Aceite que ainda pode se apaixonar,
E assim com lucidez, tomará seu lugar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário