sábado, 5 de março de 2011

Juventude extraviada

Deparei-me frente a  frente ao espelho
Por um curto instante não me reconheci,
Poderia ser o espelho que estava velho,
Ali irrepreensível e calada permaneci.

Quem havia furtado de mim a juventude!
Era eu mesma a ladra de minha virilidade,
Sobremaneira fui omissa nas atitudes,
Deveria ter corrido mais, atrás da felicidades.

É tarde as expressões estão no meu rosto,
E me acusa de não ter vivido com intensidade ,
Deixei de ousar e viver a meu próprio gosto.

Deveria ter aproveitado mais a tenra idade,
Admito  que fracassei e sofro o desgosto,
De olhar ao espelho e não ter mais vaidade.

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