Deparei-me frente a frente ao espelho
Por um curto instante não me reconheci,
Poderia ser o espelho que estava velho,
Ali irrepreensível e calada permaneci.
Quem havia furtado de mim a juventude!
Era eu mesma a ladra de minha virilidade,
Sobremaneira fui omissa nas atitudes,
Deveria ter corrido mais, atrás da felicidades.
É tarde as expressões estão no meu rosto,
E me acusa de não ter vivido com intensidade ,
Deixei de ousar e viver a meu próprio gosto.
Deveria ter aproveitado mais a tenra idade,
Admito que fracassei e sofro o desgosto,
De olhar ao espelho e não ter mais vaidade.

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